sexta-feira, 17 de junho de 2011

Game de 'Star Wars' para o Kinect não usa bem movimentos do gamer

 Experiências casuais para a família continuam sendo o foco da Microsoft com o Kinect, acessório do Xbox 360 que capta os movimentos dos jogadores e os leva para dentro dos games, dispensando o uso de Joystick.
Mesmo vendendo 10 milhões de unidades em poucos meses, o Kinect enfrenta críticas de quem acha que faltam jogos “hardcore” para o aparelho. Pensando nisso, a empresa dedicou parte de sua coletiva de imprensa da Electronic Entertainment Expo (E3) para mostrar jogos mais tradicionais que utilizam o acessório, mas os seus títulos para Kinect continuam sendo feitos para um público mais jovem e que joga casualmente.
"Kinect Disneyland Adventures", "Kinect Star Wars", "Kinect Fun Labs" e "Kinect Sports Season 2" são os títulos que a Microsoft está demonstrando na E3.

"Kinect Star Wars" é baseado na série animada "Clone Wars" e, dos títulos mostrados, é o que mais sofre pelas limitações. O jogador está preso em um caminho pré-determinado que o personagem, um Jedi, percorre sozinho. Tudo o que se faz é movimentar a mão direita para desferir golpes com o sabre-de-luz e dar empurrões usando a Força com a mão esquerda. Pelo menos no segmento demonstrado, os inimigos mal se mostraram um empecilho, mais parecendo um saco de pancadas. Variar os movimentos é um pouco difícil com o sabre, além de ser inútil, pois todo e qualquer balanço da mão direita era letal para os robôs que enfrentamos.
Em 'Kinect Star Wars', braço direito controla o sabre-de-luz do Jedi, enquanto o esquerdo controla o uso fo 'empurrão com a Força (Foto: Reuters)
Entretanto, todos os games, exceto "Disneyland Adventures", continuam no estilo que predomina atualmente, com experiências em que se percorre um trajeto pré-determinado sem muito controle da sua progressão pelas fases e ambientes. No título da Disney, o jogador está livre para explorar a versão virtual do parque de diversões de Anaheim, na Califórnia.

Explorando a Disneylândia, você pode interagir com personagens famosos, tirar “fotos” e conseguir autógrafos. Além disso, mini games e cenas interativas baseadas em atrações e franquias da empresa estão espalhadas pelo mundo virtual.
''Kinect Sports Season 2' tem futebol americano
(Foto: Divulgação)
 "Kinect Sports Season 2" é uma coletânea com versões simplificadas de seis esportes: futebol americano, golfe, arremeço de dardos, salto de esqui, tênis e baseball. O G1 testou as duas primeiras modalidades no espaço da Microsoft no Los Angeles Convention Center, onde acontece a E3.

No futebol americano, o jogador controla primeiro o lançador da bola e, depois, o jogador que a recebe e deve tentar fazer um touchdown. Antes de cada lançamento, é possível escolher que tipo de ataque se deseja fazer, selecionando com movimentos ou com a voz uma das opções presentes no menu de jogadas. Com dois jogadores, um faz apenas o movimento de lançamento da bola, enquanto o segundo deve correr para linha do touchdown e desviar dos atletas do time adversário.
Já o golfe apresenta uma versão bem menos simplificada, em que é possível escolher seu taco e praticar o movimento de tacada para ver onde sua bola provavelmente irá parar. A necessidade do golfe por mais precisão deixa evidente a presença dos "assists", ajustes e previsões que o jogo faz para que haja menos chances de você errar feio na hora em que realiza um movimento e compensam a falta de uma medida mais precisa das ações.


Tênis é a nova modalidade do game de esportes do Kinect (Foto: Divulgação)
Kinect Fun Labs", que já está disponível na Xbox Live, inclusive no serviço brasileiro, é um software que dá acesso a pequenas ferramentas que utilizam o Kinect. Há um criador de avatar que gera uma versão 3D do jogador ao tirar fotos com a câmera do sensor, um scanner de objetos que o transforma em criaturas "vivas" ou acessórios para seu avatar, e uma ferramenta que o G1 testou e que ainda não foi lançada. Ela permite que o gamer toque instrumentos virtuais apenas mexendo as mãos. Fazendo um air-guitar, aparece uma guitarra nas mãos na imagem do jogador que aparece na TV. Bateria e teclado também são instrumentos inclusos e adicionam sons a uma música que toca automaticamente.

"Kinect Disneyland Adventures", "Kinect Star Wars" e "Kinect Sports Season Two" chegam às lojas no final de 2011.

Zynga acusa empresa brasileira de plágio

Conhecida por fazer jogos para redes sociais, a empresa Zynga entrou hoje com um processo nos EUA contra a startup brasileira Vostu, a quem acusou de copiar jogos, estratégias, marcas e até benefícios aos empregados. Conforme uma reportagem concedida ao site TechCrunch, a Zynga alega na ação, impetrada na California, que "a Vostu existe praticamente só para copiar nosso jogos".
A empresa postou um vídeo que compara os games feiros pela Vostu e completa dizendo que até erros presentes em um de seus jogos, o CittyVille, aparecem nos games da startup brasileira.

domingo, 12 de junho de 2011

E3: Nintendo apresenta novas versões em 3D de seus games e comemora os 25 anos de Zelda

No início da tarde desta terça-feira, pelo horário de Brasília, a Nintendo fez sua apresentação na E3 2011. A apresentação começou com um vídeo em homenagem ao aniversário de 25 anos do game The Legend of Zelda, e seguiu com os lançamentos de novas versões de games, com direito a uma interpretação da música tema do título por uma orquestra. Depois disso, Shigeru Miyamoto, criador do game, ainda fez uma brincadeira com a orquestra, pedindo que eles tocassem os sons característicos do game, como quando o personagem encontra um tesouro ou um objeto.
Semana que vem haverá o lançamento do The Legend of Zelda 3D, para o Nintendo 3DS e, em setembro, uma versão gratuita do game para 4 players simultâneos estará disponível para download. No fim do ano, The Legend of Zelda: Skyward Sword chega também para o Wii. Para finalizar, também em homenagem ao aniversário do game, a Nintendo irá levar a orquestra para concertos no Japão, nos Estados Unidos e na Europa.
Games como Mario Kart e Super Mario também serão lançados em versões 3D para o console da Nintendo, sendo que ambos chegam às lojas antes do final do ano. No jogo de corrida, algumas novidades ficam por conta da possibilidade de customização dos karts, além da capacidade de “voar” e andar debaixo da água.
Para quem quiser assistir à apresentação da empresa no E3, ela está disponível no site e3.nintendo.com.
07/06/2011 16:00

O pai dos games em nova missão


Shigeru Miyamoto criou personagens legendários da Nintendo. Agora, luta contra os gigantes Microsoft e Sony

Pop e Discreto: Shigeru Miyamoto e suas criações, Mario e o Wii U, híbrido de console e controle de jogo: “Não me comparem a Disney” 

Shigeru Miyamoto é para a Nintendo o que Steve Jobs é para a Apple. Cada produto lançado pela fabricante de games é cercado de expectativa porque traz a marca de uma personalidade inovadora. Foi assim na semana passada, quando Miyamoto apresentou o console Wii U a um público hipnotizado presente à E3, o maior evento mundial do setor, realizado em Los Angeles. Para tentar conter o avanço da Microsoft e da Sony, que ameaçam a soberania da Nintendo no segmento de consoles, Miyamoto apresentou um aparelho que oferece maior capacidade de processamento e imagens em alta resolução, o que deve agradar aos que dedicam horas e mais horas aos jogos e abrir espaço para a criação de títulos mais adultos e complexos. Além disso, o novo Wii dispensa o uso da TV: uma tela sensível ao toque de 6,2 polegadas (a do iPad tem 9,7) incrustada no próprio controle de jogo oferece um palco para a diversão.
Aos 58 anos, Miyamoto, hoje diretor de entretenimento e desenvolvimento da Nintendo, já foi chamado de “pai do game moderno”. Por causa disso, recebe a atenção de um ídolo pop em eventos como a E3. Pessoalmente, ele é discreto (veja abaixo). Essa figura avessa a badalações, que já foi comparada a Walt Disney pelo impacto na indústria do entretenimento mas rejeita a comparação com um sorriso, foi um dos grandes responsáveis pela transformação da claudicante indústria de games da década de 80 — que dali em diante se expandiu de forma extraordinária e, em 2010, movimentou 62 bilhões de dólares, quase o dobro do que fatura toda a produção de Hollywood.
Aos 24 anos, recém-formado em design, Miyamoto se aventurou num campo dominado por engenheiros. Adicionou enredo, humor e trilha sonora aos games. A simplicidade de seus desenhos e a inocência de suas histórias ecoam os primeiros anos de vida, passados em uma vila rural próxima a Kyoto. A primeira grande criação foi Donkey Kong. No jogo, o carpinteiro Jumpman tem de salvar a namorada, Pauline, das garras de um gorila. Nos Estados Unidos, o personagem foi rebatizado com o nome que o consagraria: Mario, o encanador. A franquia vendeu mais de 240 milhões de jogos. Super Mario Bros., um dos títulos da série, foi o game mais vendido da história até ser superado, em 2009, pelo Wii Sports, que também carrega o DNA do designer. Olhando em retrospectiva, Miyamoto comenta: “A história da indústria de games é como um filme. Eu me sinto parte dele”.
Miyamoto também esteve à frente da última grande inovação da Nintendo: o Wii. Lá se vão cinco anos, o produto acrescentou aos consoles um sensor que identifica os movimentos do controle nas mãos dos jogadores. Foi um sucesso estrondoso: 86 milhões de unidades vendidas, deixando para trás os concorrentes Xbox 360, da Microsoft, e PlayStation 3, da Sony, com cerca de 50 milhões de consoles comercializados cada um. Mas os rivais reagiram, adotando a tecnologia que reconhece o movimento dos próprios jogadores. Foi a morte do controle de jogo.
Pop e Discreto: Shigeru Miyamoto e suas criações, Mario e o Wii U, híbrido de console e controle de jogo: “Não me comparem a Disney” 
Esperava-se que, ao lançar o Wii U, a Nintendo adotasse essa nova tecnologia e tonificasse sua rede de jogos on-line, diminuta em relação à das rivais. Não foi o que aconteceu, e, na semana passada, as ações da empresa, que hoje vale cerca de 25 bilhões de dólares, despencaram na bolsa de valores. Miyamoto segue apostando na força de sua principal criação: “Espero que o encanador siga entretendo o público, e sendo amado por ele”. Mas se a percepção dos investidores se repetir entre usuários quando o Wii U chegar ao mercado, em 2012, a Nintendo estará mais enrascada do que Mario diante de Donkey Kong. 

Shigeru Miyamoto é para a Nintendo o que Steve Jobs é para a Apple. Cada produto lançado pela fabricante de games é cercado de expectativa porque traz a marca de uma personalidade inovadora. Foi assim na semana passada, quando Miyamoto apresentou o console Wii U a um público hipnotizado presente à E3, o maior evento mundial do setor, realizado em Los Angeles. Para tentar conter o avanço da Microsoft e da Sony, que ameaçam a soberania da Nintendo no segmento de consoles, Miyamoto apresentou um aparelho que oferece maior capacidade de processamento e imagens em alta resolução, o que deve agradar aos que dedicam horas e mais horas aos jogos e abrir espaço para a criação de títulos mais adultos e complexos. Além disso, o novo Wii dispensa o uso da TV: uma tela sensível ao toque de 6,2 polegadas (a do iPad tem 9,7) incrustada no próprio controle de jogo oferece um palco para a diversão.
Aos 58 anos, Miyamoto, hoje diretor de entretenimento e desenvolvimento da Nintendo, já foi chamado de “pai do game moderno”. Por causa disso, recebe a atenção de um ídolo pop em eventos como a E3. Pessoalmente, ele é discreto (veja abaixo). Essa figura avessa a badalações, que já foi comparada a Walt Disney pelo impacto na indústria do entretenimento mas rejeita a comparação com um sorriso, foi um dos grandes responsáveis pela transformação da claudicante indústria de games da década de 80 — que dali em diante se expandiu de forma extraordinária e, em 2010, movimentou 62 bilhões de dólares, quase o dobro do que fatura toda a produção de Hollywood.
Aos 24 anos, recém-formado em design, Miyamoto se aventurou num campo dominado por engenheiros. Adicionou enredo, humor e trilha sonora aos games. A simplicidade de seus desenhos e a inocência de suas histórias ecoam os primeiros anos de vida, passados em uma vila rural próxima a Kyoto. A primeira grande criação foi Donkey Kong. No jogo, o carpinteiro Jumpman tem de salvar a namorada, Pauline, das garras de um gorila. Nos Estados Unidos, o personagem foi rebatizado com o nome que o consagraria: Mario, o encanador. A franquia vendeu mais de 240 milhões de jogos. Super Mario Bros., um dos títulos da série, foi o game mais vendido da história até ser superado, em 2009, pelo Wii Sports, que também carrega o DNA do designer. Olhando em retrospectiva, Miyamoto comenta: “A história da indústria de games é como um filme. Eu me sinto parte dele”.
Miyamoto também esteve à frente da última grande inovação da Nintendo: o Wii. Lá se vão cinco anos, o produto acrescentou aos consoles um sensor que identifica os movimentos do controle nas mãos dos jogadores. Foi um sucesso estrondoso: 86 milhões de unidades vendidas, deixando para trás os concorrentes Xbox 360, da Microsoft, e PlayStation 3, da Sony, com cerca de 50 milhões de consoles comercializados cada um. Mas os rivais reagiram, adotando a tecnologia que reconhece o movimento dos próprios jogadores. Foi a morte do controle de jogo.
Esperava-se que, ao lançar o Wii U, a Nintendo adotasse essa nova tecnologia e tonificasse sua rede de jogos on-line, diminuta em relação à das rivais. Não foi o que aconteceu, e, na semana passada, as ações da empresa, que hoje vale cerca de 25 bilhões de dólares, despencaram na bolsa de valores. Miyamoto segue apostando na força de sua principal criação: “Espero que o encanador siga entretendo o público, e sendo amado por ele”. Mas se a percepção dos investidores se repetir entre usuários quando o Wii U chegar ao mercado, em 2012, a Nintendo estará mais enrascada do que Mario diante de Donkey Kong. 

Sony anuncia lançamento do PS Vita para final 


de 2011


A Sony anunciou nesta terça-feira o sua mais nova plataforma móvel para games, o PS Vita. O aparelho promete ser uma nova geração de games portáteis, combinando jogabilidade com interação social entre os usuários.
O aparelho possui uma tela de cinco polegadas sensível ao toque, além de conexão Wi-Fi e 3G. A conectividade do aparelho poderá ser usada para compartilhar dados de jogos e para interagir com outros usuários. 
Isto porque o PS Vita vem com dois aplicativos pré-instalados, o “Near” e o “Party”. O primeiro possibilita que o usuário encontre outros jogadores próximos para se relacionar com eles durante os jogos. Já o Party, é um aplicativo usado para se comunicar outros usuários do PS Vita independentemente dos jogos que os dois estiverem utilizando.

A integração entre vida e real e virtual proporcionada pelo PS Vita custará cerca US$ 249,00 o modelo apenas com Wi-Fi e US$ 299,00 o aparelho com Wi-Fi e 3G. A Sony espera lançar o novo modelo no final de 2011.
A Sony vai lançar PSN e loja online no Brasil



A empresa japonesa Sony vai lançar sua loja online de jogos PlayStation Store (PS Store), além de mais funcionalidades e serviços para rede Playstation Network (PSN), no Brasil. Até então, os usuários brasileiros só tinham acesso ao PSN para realizar jogos online (multiplayer) e não tinham acesso a conteúdos exclusivos e nem podiam comprar games.
Com o anúncio oficial da Sony, os brasileiros poderão comprar conteúdos com valores em reais e com dados daqui, sem a inclusão do Prepaid Card para compras. Vão contar também com uma rede totalmente em português. 
No entanto, o PSN será implementado em fases no Brasil. O movito é para atender a todos os requisitos exigidos no país, como a classificação etária dos jogos pelo Ministério da Justiça.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Capcom cancela Megaman Universe

Em nota oficial no site do criador do jogo online do Robozinho Azul, o cancelamento do game ainda não ficou muito claro.
Anunciado em Julho do ano passado, Mega Man Universe ficou conhecido ao público através de um trailer em stop motion homenageando personagens da Capcom e algumas declarações de seu criador: KeijiInafune que, coincidentemente, saíra da empresa no início deste ano.
A notícia veio de uma nota oficial da companhia de games de Osaka em seu site (http://www.capcom.co.jp/megaman_universe/) alegando que o game foi cancelado por “várias” razões não citadas.
Mega Man Universe seria um game de plataforma 2D com a possibilidade de criação e compartilhamento de fases (parecido com Little Big Planet) além de jogar e customizar personagens clássicos da Capcom.